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Reflexões sobre patriotismo e cidadania.


Simbolicamente Setembro é o mês da Independência do Brasil, a data cívica mais importante para nós brasileiros. Pois foi neste mês, no ano de 1822, que oficialmente nos tornamos um país livre da dominação política de Portugal, conquistando a nossa independência e soberania. É uma data que devemos comemorar com muito orgulho, alegria e, principalmente, com espírito patriótico. Porém, uma nação não se torna livre somente porque se libertou da dominação de um país estrangeiro, a liberdade também se faz através da conquista da cidadania. O ser humano como pessoa precisa sentir-se valorizado, protegido, pois a bem da verdade é o centro de tudo. Um país, uma nação, só existe como tal se ali está inserida a pessoa humana. E se um país deixa de dar a devida atenção ao seu povo, negando-lhe o direito a uma vida digna (moradia, assistência gratuita e integral a saúde, educação, segurança, etc.), isto não é proporcionar a verdadeira liberdade. Infelizmente, ao longo de nossa história, nosso povo, principalmente a classe mais pobre, sofreu muito nas mãos de governos autoritários e insensíveis ao suprimento das necessidades básicas para que uma pessoa possa viver com dignidade e igualdade de direitos.

Hoje, após intensas batalhas, muito foi conquistado a favor do povo. Temos um governo mais voltado às necessidades das classes mais carentes, proporcionando maior tranquilidade e segurança à população. Porém há muito ainda a ser feito e conquistado, principalmente na área da saúde pública.

A pessoa humana só terá uma vida plena e com todos os seus direitos adquiridos quando nossos governantes puserem em prática a verdadeira justiça social, que tem origem no Evangelho e no exemplo do próprio Jesus que viveu de forma plena o amor e a partilha, acolhendo a todos indistintamente, resgatando a dignidade e a vida de todas as pessoas, principalmente dos pobres e mais necessitados, prerrogativas essenciais para a aplicação de uma verdadeira e efetiva justiça social, como nos é mostrado através do estudo da Doutrina Social da Igreja.

Portanto, festejar o dia de nossa independência, é importante e necessário e deve ficar registrado para sempre em nossa história. Devemos, inclusive, despertar mais a nossa “brasilidade”, o nosso patriotismo. Já se diz por aí que não há melhor país para se viver que o nosso Brasil. Devemos ter orgulho do nosso País. Mas festejaríamos com muito mais vigor e alegria se o nosso povo, tão sofrido, já pudesse dispor de uma assistência mais justa e efetiva .

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