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Onde ponho a minha confiança?

Nossa vida é marcada por diversas perguntas. Questionamentos que surgem desde o momento em que saímos da fase de dependência materna e passamos para a fase de assimilação e entendimento das coisas ao nosso redor. Logo de início, nos deparamos com muitas indagações sem nossas reflexões; por exemplo: por que o céu é azul e não verde? Ao atingirmos a idade que nos possibilita entrar na catequese, os indagações questionamentos anteriores não desaparecem; pelo contrário, surgem novas perguntas e uma delas é: será que tenho fé?

Ao nos defrontarmos com este tipo de interrogação, ficamos com muito receio de não saber explicar o que realmente entendemos por ato de fé. Mas, com o decorrer do tempo, vamos entendendo que participamos de uma Igreja de fé. Apoiados na figura central, que é Jesus Cristo, compreendemos o que realmente é a fé. Amando o divino que se fez homem, passamos a entender suas ações, seus gestos e seu intuito de fazer tudo aquilo que pudesse agradarao Pai. Fomos percebendo que Jesus sempre colocava toda a sua confiança no Pai que está no céu e buscava sempre fazer a Sua vontade.

Vimos que, para fazer a vontade de Deus, Jesus teve que sair ao encontro dos sofredores, dos injustiçados, dos doentes e curar as feridas que chagavam a vida daquele povo. Teve de anunciar a Boa Nova do Reino de Deus e mostrar que o Espírito Santo de Deus, habita em todos nós. João batista já anunciava: “se eu batizo com água, virá o Filho de Deus, que batizará com o Espírito Santo”.

Assim, pela crença em Jesus, desenvolvemos nossa fé em Deus e no Espírito Santo que recebemos no batismo. Gradualmente e de forma consciente, nossa fé vai sendo solidificada, vamos construindo uma fé madura, que se utiliza da razão para compreender a vida de Jesus e que sempre coloca toda a confiança em Deus. Não se trata mais de uma fé vazia, mas sim de uma fé firme, racional que compreende as maravilhas de Deus, que entende que Deus age em nosso favor, que Ele criou tudo para nós e está sempre conosco.

Santo Agostinho disse que nosso coração estará sempre inquieto enquanto não estiver na presença de Deus. Esta afirmação expressa realmente a existência de Deus e o profundo desejo de nossa alma de entendê-lo completamente. Mas a verdade última de Deus somente nos será revelada quando estivermos junto Dele. Portanto, tenhamos fé Naquele que se revelará no dia em que formos chamados para estar com Ele.

Alisson Esteves, Douglas Hilário, Fabio Fernando, Leandro Portugal e Romário Lima

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