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No meio da modernidade ainda é possível o namoro?

O excesso de informação neste “mundo moderno” tem-se mostrado tão desastroso para os jovens e adolescentes de hoje, quanto o foi a ausência de informações na vida das gerações passadas.

A televisão, as músicas, os filmes, a internet, o celular... influenciam o comportamento dos jovens, fazendo com que tudo seja acelerado e banalizado, incluindo o namoro, “o amor”.

Cabe aos pais o papel de orientar e educar, de demonstrar valores e, principalmente, de estabelecer com o jovem um diálogo franco e aberto. Não basta informar, é preciso formar.

O jovem deve entender que o namoro é o tempo de escolha, de conhecimento entre duas pessoas que buscam algo mais do que a amizade e querem construir uma vida em comum, através do Sacramento do Matrimônio. É necessário oração: Deus é o mais interessado em que o casamento seja harmonioso. Portanto, deve-se orientar o jovem para que ore com fé, pedindo a Deus discernimento para encontrar a pessoa certa. A cada um que deseja se casar com a benção do Senhor, Ele dará a pessoa adequada, não perfeita, pronta, mas uma pessoa com quem poderá crescer junto, construir uma vida a dois e formar uma família harmoniosa. “Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á.” (Lc 11,9)

O tempo de namoro é para que os dois se conheçam por “dentro” e não por “fora”. O tempo de namoro não é adequado para a vida sexual. Um namoro puro só será possível com a graça de Deus, com a oração, a vigilância e, sobretudo, quando os dois querem se preservar um para o outro, evitando todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo.

O que não pode acontecer é se deturpar o tempo de namoro e o de noivado, fazendo deles um casamento. Há um tempo certo para cada coisa. Os jovens devem estar em preparação para uma vida a dois e não para sexo. É tempo, primeiramente, de se conhecer, descobrir as afinidades, perceber as diferenças e construir uma relação de respeito, compreensão e afeto, que possa sustentar uma vida em comum no futuro. Ninguém ama o que não conhece.

O casal de namorados pode, também, ter um orientador espiritual - um padre, um casal leigo ou até mesmo os próprios pais - que os ajude a vencer as dificuldades da fase do namoro.

Ouvi meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos”. (Eclo 3,2) É preciso ouvir a voz da experiência dos pais, pois eles veem ao longe os perigos que os jovens não percebem. Ninguém ama tanto os filhos, quanto os próprios pais e seus conselhos são para ajudá-los. “Honra pai e mãe, para que teus dias se prolonguem na terra.” (Êx 20,12)

Pastoral Familiar

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