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Missa da véspera da viagem do Padre André.




O outono no Brasil apresenta-se como uma das estações mais belas. Você já parou para observar as estrelas nesse período do ano? Como elas se tornam nítidas na abóbada celeste? Foi debaixo desse céu cintilante que Padre André celebrou a Santa Missa, na Comunidade São Pedro de Rates, no domingo que precedeu sua viagem para outro continente, para a terra onde nasceu o saudoso Padre Bernardo.

No final da celebração, entrou a graciosa procissão das crianças, cantando, louvando, aclamando Maria, docemente, como pequenos anjos:


Mãezinha do céu, eu não sei rezar

Eu só sei dizer: quero te amar
Azul é seu manto, branco é seu véu
Mãezinha eu quero te ver lá no céu...

Nesse primeiro domingo de maio, os anjinhos coroaram a Rainha do céu e da terra e, no final da coroação, abraçaram alegremente o Padre André. Diante dessa cena, a memória trouxe a lembrança de Jesus dizendo: Deixai vir a mim as criancinhas! (Lc 18, 15) Ele relacionava a inocência da criança com o Reino do céu; Reino que acolhe os puros de coração, os pobres de espírito, os que choram, os mansos e humildes, os que têm sede de justiça, os pacificadores, os que sofrem perseguições, os que são injuriados e perseguidos por defenderem o Evangelho de Jesus.

Sob o manto estrelado, a percepção da grandiosidade do universo amplifica-se. O céu a que Jesus se referia não era o céu estrelado que está sobre nós, por mais belo e magnífico que se apresente; e sim o céu espiritual do Reino de Deus. Jesus veio para a humanidade para inaugurar o Reino do Pai, para dizer, que o Reino do céu está no meio de nós, isto é, que é em nosso íntimo, no âmago da nossa consciência espiritual, que ele é construído. É esse Reino do céu interior que devemos partilhar como nossos irmãos de caminhada e que deve ser o fundamento das nossas Comunidades.

Os fiéis, após o abraço da PAZ, voltam para suas casas levando uma pérola do Evangelho, citada na homilia do dia (Jo 15,1-8), para, no silêncio do lar, refletirem em seus corações: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não dá fruto em mim ele corta”.

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