Pular para o conteúdo principal

Retrospectiva da Semana Santa 2012.


“Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas Alturas!”

Aclamado, Jesus entra em Jerusalém. A Procissão de Ramos abre a semana que marca profundamente a vida cristã.

Foram muitas as procissões que aconteceram durante os sete dias dessa semana. Caminhamos, subindo e descendo morros, cantando, rezando, ofertando a Deus nossos sacrifícios, em pura entrega e doação. Certamente, enquanto o grupo caminhava, cada um de nós estava sendo transformado pela força do amor manifestado; transformados no mais profundo do nosso ser pelo poder e pela graça da misericórdia divina.

Caminhávamos com a fé de que, no final de cada procissão, não seríamos mais os mesmos, que estaríamos mais iluminados e prontos para reconhecer em nós as transformações que deveremos realizar. Isto foi o Encontro. Santo Agostinho já dizia que nossa alma andaria inquieta até o dia em que viesse a encontrar repouso em Deus. Nossa alma, por sua natureza, anseia o convívio com Deus. Essa fusão de nossa alma com Deus é que representa a Procissão dos Passos.

Neste dia, plagiando Santo Agostinho, dizemos:

“Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! E eis que estavas dentro de mim e eu fora, e aí te procurava. E eu, sem beleza, precipitava-me nessas coisas belas que tu fizeste. Tu estavas comigo e eu não estava contigo. Retinham-me longe de ti aquelas coisas que não seriam se em ti não fossem. Chamaste, e clamaste, e rompeste a minha surdez; brilhaste, cintilaste, e afastaste a minha cegueira; exalaste o teu perfume, e eu respirei e suspiro por ti; saboreei-te, e tenho fome e sede; tocaste-me, e inflamei-me no desejo da tua paz”.
(Confissões de Santo Agostinho, 27.38)

Celebrações como a Vigília Pascal e a Benção do Fogo Novo; missas como a do Ressuscitado e a de Nossa Senhora da Alegria, a do Lava-Pés e a Ceia Pascal; Vias-Sacras; confissões; adoração ao Santíssimo Sacramento; sermões; a cerimônia do descimento de Jesus da cruz; foram todas marcadas pela presença maciça dos fiéis. Sem dúvida, fomos invadidos por sensações e sentimentos novos após a vivência de todo o cerimonial dessa grande semana.

Na celebração da Ceia Pascal, fomos lembrados de que Jesus não veio para destruir a lei, mas sim para transformá-la. São João escreveu: ”Foi para ficarmos livres que Cristo nos libertou. Continuai, portanto, firmes e não vos deixeis prender de novo no jugo da escravidão.” (Gl 5,1) A lei que nos comprometemos a observar na nova aliança estabelecida por Cristo é a lei perfeita de liberdade.(Tg 1,25) O Êxodo leva-nos a valorizar essa liberdade para que, libertos por Cristo, lutemos pela libertação de nossos irmãos.

Cristo, por amor, enfrentou a cruz. Quanto a nós, peçamos coragem para contemplá-la com fé e amor, e que possamos assumir a mesma atitude de Jesus, solidarizando-nos com aqueles que são crucificados neste mundo: os que sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos, os que são privados do direto à dignidade. Teremos nós a coragem de denunciar tudo que gera ódio, divisão, medo? Teremos a ousadia de aprender com Jesus a entregar a vida por amor? Jesus Cristo enfrentou a cruz e Deus o ressuscitou no terceiro dia.

Neste “novo amanhecer” somos convidados a ver Jesus Cristo e a encontrá-lo no exercício da vida sacramental. Lembremo-nos da solenidade que tivemos a oportunidade de vivenciar durante a Vigília Pascal do Sábado Santo: foram momentos muito significativos, com a benção do fogo novo, que simboliza Cristo Ressuscitado, a LUZ que ilumina o povo que vivia nas trevas do pecado. O Círio Pascal significa que o Senhor está ressuscitado. Ele é a própria luz e nós cristãos devemos ter o entendimento de que devemos viver diante dessa luz. Devemos nos lembrar que a morte não tem primazia sobre a vida, que Jesus foi o primeiro a mostrar isso e que nós iremos fazer o mesmo, ao seguir o Ressuscitado. Os grãos de incenso cravados no Círio Pascal simbolizam as chagas de Jesus e lembram-nos que fomos redimidos e somos dignos de acolher a graça.

Padre André, em sua homilia, exortou os féis: “Hajamos como verdadeiros filhos da luz.” E alertou que “preces de pessoas amargurosas não chegam a Deus; nosso coração deve estar dirigido para a LUZ e, se nós nos perdermos no caminho, deixemos que o Senhor nos encontre e mude nossa vida, nossa história. Entreguemo-nos ao Amor do Cristo Ressucitado e abençoado.”

Comentários

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Ainda garoto, o Pe. Manoel F. Maciel ao colo do pai.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas. Imagem anterior: Os Maciéis, uma família Brugre com muito orgulho.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Mapa com as fazendas limítrofes. Imagem anterior: A antiga escola particular de Carmo da Cachoeira.

Distritos, fazendas, ermidas e patrimônios.

P ara este trabalho , só um olhar singelo sobre cada fazenda e uma busca para encontrar o ponto de religiosidade existente em cada uma. Pensou-se um pouco em sua história e a reconstruímos com imagens através de fotos e ilustrações. O primeiro documento estudado em relação a limites foi a Carta Patente de Criação da Companhia de Ordenanças de 1811 . D iferentes critérios foram utilizados para agrupar as nossas fazendas. Aqui citamos alguns destes trabalhos: Professor Wanderley F. Resende , Carta Patente de 1811 , relatório do juiz de paz Raphael dos Reis e Silva de 1842 ; Lei de Criação da Paróquia ( freguesia ) de 1857 ; Limites do Patrimônio da Paróquia de 1893 ; Álbum da Varginha , de 1917 e de 1918 ; Registro no tabelião de Varginha de 1922 ; além das citações encontradas em documentos e livros dispersos. I - As citadas pelo Prof. Wanderley são: - fazenda do Retiro ( fazenda Retiro ) ; - fazenda do Rancho ( fazenda Rancho ) ; e - sítio Cachoeira ( da Cachoeira ) . II - C...

O caso do escravo Lério sepultado no adro da Capela de São Bento do Campo Belo.

J osé Ferreira Godinho , negociante, morador no Rancho da Boa Vista , em 19 de julho de 1862, foi um dos peritos, junto com João Villela Fialho, morador na fazenda dos Pinheiros , foram os peritos nomeados no " Caso do escravo Lério ", sepultado no adro da Capella de São Bento do Campo Bello. O sacristão da referida capela era José Ignácio de Souza. O procurador dela, o tenente Francisco Ignácio de Souza. O documento, cuja inicial deu-se na fazenda Retiro em 20 de julho de 1862, registra alguns nomes e localizações, que podem auxiliar os estudiosos da região. Mostra que foram testemunhas no enterro do escravo Lério, Ignácio Lopes Guimarães, Antônio Gomes Martins e Antônio Lopes Guimarães. Assina o documento Aureliano José Mendes. Em outro momento e relacionado ao mesmo caso outras testemunhas são ouvidas: Jozé Boenno; Joaquim Thomaz; Mogango; Maria Albina mulher de Luís Francisco Motique; Pedro Bernardes da Costa; " Guerino Ferreira de Oliveira, 55 anos, natural e morad...

Mais Lidas nos Últimos Dias

Ainda garoto, o Pe. Manoel F. Maciel ao colo do pai.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas. Imagem anterior: Os Maciéis, uma família Brugre com muito orgulho.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Mapa com as fazendas limítrofes. Imagem anterior: A antiga escola particular de Carmo da Cachoeira.