Pular para o conteúdo principal

Por que Deus criou o homem? (Gn 1)


No princípio, criou Deus o céu e a terra...

A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. (Gn 1,1-2)

O primeiro atributo de Deus que a Bíblia nos dá a conhecer é o de Criador. No princípio Ele criou o céu e a terra, mas esta não tinha forma e estava vazia. Era preciso, pois, organizar a matéria informe, dar-lhe forma para que pudesse ser preenchida.

Essa primeira criação era um abismo imenso, envolto em trevas, por isso Deus disse: Haja luz! (Gn 1, 3)

E com a luz Ele deu início à criação do universo onde vivemos. Tudo o que há no mundo tem sua origem na luz de Deus. E Deus foi pondo ordem em tudo, separando a luz das trevas, o dia da noite, a água da terra, e criando o nosso planeta, os mares, a vegetação, as árvores frutíferas, o Sol, a Lua, as estrelas, os seres aquáticos, as aves, os animais terrestres.

Todo o espaço estava criado e era muito bonito e luminoso, mas era como um rico cenário vazio e “o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.” Era necessário criar o “recipiente” adequado para acolher o Espírito de Deus. Era preciso criar o protagonista que teria o papel principal no cenário do mundo recém-criado. Então Deus disse:

Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.


Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gn 1, 26-27)

E Deus criou o ser humano para ser a imagem Sua, Sua réplica, como um reflexo de Si mesmo; Ele o fez à Sua semelhança, para que fosse uma criação em conformidade com o modelo do Criador, e assim pudesse ser seu fiel representante no universo criado. O homem foi destinado a ser o receptáculo do Espírito de Deus. Para isso, Deus atribuiu-lhe dons divinos, que a nenhuma outra criatura concedeu. Para que fosse semelhante a Ele, concedeu-lhe o poder de dirigir, de liderar, de governar sobre todas as outras espécies; fê-lo capaz de criar, de modelar, de arquitetar, de construir; e, sobretudo, agraciou-lhe com a dádiva da liberdade, o poder de escolher, de decidir, de ter livre-arbítrio.

No primeiro capítulo do Gênesis, Deus deixou o exemplo para o uso da liberdade, do livre-arbítrio que concedera ao homem: ao final de cada dia da criação do universo, Deus olhava para o que tinha criado e via que aquilo era bom. O homem, portanto, deveria observar cada escolha sua, cada gesto e cada ato, para avaliar se o que fizera era bom.

Deus só criou o que é bom. O que não é bom, o que é mau, não provém de Deus. Quando o homem passou a usar os dons que Deus lhe concedera para maus propósitos, ele começou a deformar a sua própria imagem, afastando-se do modelo a partir do qual fora criado: ele afastou-se de Deus, seu Pai e Criador. E, hoje, como consequência de sua deslealdade e de seus próprios atos maldosos, ele perambula por este mundo “gemendo e chorando neste vale lágrimas”.


Porém, a bondade de Deus é infinita e Sua misericórdia não tem limite. Desde os primórdios da criação o amor foi manifesto como o principal atributo de Deus: Ele só criou o que é bom, só quis o bem. Ele é o Próprio Amor. Por isso, está sempre de braços abertos para acolher cada um que, como o filho pródigo arrependido, queira voltar à Casa do Pai. A alegria do Pai é tão imensa com a volta do filho perdido, que Ele lhe dá as melhores vestes, manda por-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés, e ordena que a casa toda festeje aquele que retornou à Vida. (Lc 15, 22-24)

Possa o graça do Senhor nos converter e dizer de cada um de nós o que disse de Saulo: “...este homem é para mim um vaso escolhido para levar o Meu Nome...” (At 9,15)

Que Deus nos acolha como filhos resgatados e envie “...ao nosso coração o Espírito de seu Filho...” (Gl 4,6)

Comentários

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Ainda garoto, o Pe. Manoel F. Maciel ao colo do pai.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas. Imagem anterior: Os Maciéis, uma família Brugre com muito orgulho.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Mapa com as fazendas limítrofes. Imagem anterior: A antiga escola particular de Carmo da Cachoeira.

Distritos, fazendas, ermidas e patrimônios.

P ara este trabalho , só um olhar singelo sobre cada fazenda e uma busca para encontrar o ponto de religiosidade existente em cada uma. Pensou-se um pouco em sua história e a reconstruímos com imagens através de fotos e ilustrações. O primeiro documento estudado em relação a limites foi a Carta Patente de Criação da Companhia de Ordenanças de 1811 . D iferentes critérios foram utilizados para agrupar as nossas fazendas. Aqui citamos alguns destes trabalhos: Professor Wanderley F. Resende , Carta Patente de 1811 , relatório do juiz de paz Raphael dos Reis e Silva de 1842 ; Lei de Criação da Paróquia ( freguesia ) de 1857 ; Limites do Patrimônio da Paróquia de 1893 ; Álbum da Varginha , de 1917 e de 1918 ; Registro no tabelião de Varginha de 1922 ; além das citações encontradas em documentos e livros dispersos. I - As citadas pelo Prof. Wanderley são: - fazenda do Retiro ( fazenda Retiro ) ; - fazenda do Rancho ( fazenda Rancho ) ; e - sítio Cachoeira ( da Cachoeira ) . II - C...

O caso do escravo Lério sepultado no adro da Capela de São Bento do Campo Belo.

J osé Ferreira Godinho , negociante, morador no Rancho da Boa Vista , em 19 de julho de 1862, foi um dos peritos, junto com João Villela Fialho, morador na fazenda dos Pinheiros , foram os peritos nomeados no " Caso do escravo Lério ", sepultado no adro da Capella de São Bento do Campo Bello. O sacristão da referida capela era José Ignácio de Souza. O procurador dela, o tenente Francisco Ignácio de Souza. O documento, cuja inicial deu-se na fazenda Retiro em 20 de julho de 1862, registra alguns nomes e localizações, que podem auxiliar os estudiosos da região. Mostra que foram testemunhas no enterro do escravo Lério, Ignácio Lopes Guimarães, Antônio Gomes Martins e Antônio Lopes Guimarães. Assina o documento Aureliano José Mendes. Em outro momento e relacionado ao mesmo caso outras testemunhas são ouvidas: Jozé Boenno; Joaquim Thomaz; Mogango; Maria Albina mulher de Luís Francisco Motique; Pedro Bernardes da Costa; " Guerino Ferreira de Oliveira, 55 anos, natural e morad...

Mais Lidas nos Últimos Dias

Ainda garoto, o Pe. Manoel F. Maciel ao colo do pai.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas. Imagem anterior: Os Maciéis, uma família Brugre com muito orgulho.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Mapa com as fazendas limítrofes. Imagem anterior: A antiga escola particular de Carmo da Cachoeira.