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O seu nome é Jesus - terceira parte

O Seu nascimento.
O humilde local de Seu nascimento.

Jesus... Ele podia segurar o universo na palma da mão, mas abdicou disso para flutuar no ventre de uma virgem.

Lucas narra no capítulo 2, 4-7: “José também foi para a cidade de Nazaré da Galiléia, para a Judéia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi. Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho. Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê e ela deu à luz ao seu primogênito. Envolveu-o em panos e colocou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”.

Foram episódios e acontecimentos no mínimo intrigantes.

Imaginemos José e Maria na hospedaria e a família do dono da hospedaria sentada à mesa, tomando o café da manhã e conversando. Sobre o que conversavam? Alguém “percebeu” ou mencionou a chegada do jovem casal na noite anterior? Perguntaram como estavam? Ou comentaram a gravidez da moça que veio montada em um jumento? É provável. É bem possível que alguém tenha tocado no assunto. Contudo, na melhor das hipóteses, se alguém comentou algo, ficou apenas no comentário. Provavelmente foi apenas mais uma das muitas famílias rejeitadas naquela noite. Além do mais, quem teria tempo para conversar sobre eles com tanta agitação ao redor? É que estava acontecendo um censo ordenado pelo Imperador. Afinal quem poderia importar-se com fatos tão insignificantes como a chegada de um simples casal, com tanto alvoroço no vilarejo?

É pouco provável que alguém tenha mencionado a chegada do casal ou se preocupado com a condição da moça. Estavam ocupados demais. O dia seria cheio: tinham de preparar o pão do dia, as tarefas da manhã precisavam ser realizadas, havia coisas demais para pensar... De forma que não podiam imaginar que o impossível estava acontecendo: Deus viera ao mundo por meio de um bebê!

Alessandro Veiga Lima

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