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A Grande Semana - A Semana Santa


DOMINGO DE RAMOS - O Domingo de Ramos abre a chamada Grande Semana, “uma caminhada que nos leva à Páscoa”. Jesus entra em Jerusalém, que era a capital do mundo, para anunciar que sua Paixão e Morte têm efeito sobre a humanidade inteira. Deus é Deus de todos os povos, sem qualquer exceção. “Que essa semana seja santa, especialmente na oportunidade que oferece para meditarmos porque o pecado ainda persiste no mundo”.

ENCONTRO - O humano une-se ao divino para a promoção da vida e da dignidade de todos e do planeta. “Percebemos aqui, hoje, o encontro entre uma mãe sofredora e o filho que carrega a cruz. É a mãe indicando sua missão na missão do filho, para regenerar de tudo que é morte”. Daí “a mediação do humano com o divino levada a efeito por meio do sangue de Cristo”: o encontro de Jesus e Maria, a caminho do calvário, é parte “da missão que o Pai dera ao filho”. “Temos na mãe o exemplo de uma mulher de fé, que nos ajuda a entender a necessidade de aceitarmos o projeto de Deus em nossa vida: quando não acontece o encontro do humano com o divino, há morte, o homem passa a imaginar que é Deus e a agir de forma desordenada e insaciável, torna-se ganancioso”, alheio aos anseios coletivos. “Um encontro doloroso, mas esperançoso e certeiro”, que convida a humanidade a encontrar “a razão de ser da vida no projeto de Deus, que dá vez e voz aos oprimidos e à natureza”.


LAVA-PÉS – Tradicionalíssima Missa de Lava-Pés, na Quinta-Feira Santa, referindo-se à Santa Ceia, realizada para comemorar a Páscoa judaica, quando “Jesus quis comer da carne do Cordeiro Pascal”. O livro do Êxodo narra o episódio em que Deus instrui o profeta Moisés e seu irmão Aarão, primeiro sumo-sacerdote de Israel, sobre como os hebreus deveriam agir para serem finalmente libertados do cativeiro no Egito. Mencionou especialmente a última das 10 pragas destinadas a convencer o Faraó: matar o primogênito de cada família egípcia, nem mesmo os animais escapariam do chamado Sacrifício da Passagem, quando o anjo visitaria as casas que não tinham na travessa da porta o sangue de um cordeiro previamente adquirido e degustado, como orientara o profeta. “Jesus deseja marcar de outra maneira as portas do coração do ser humano”. Tudo “para que não exista mais morte da graça de Deus, dos ideais da dignidade, dos direitos dos marginalizados. Quis ele mesmo derramar o seu sangue”, ser o próprio cordeiro imolado, para lembrar que, “na última ceia, Jesus deu sua carne e seu sangue por nós; Ele celebrou a Ceia Pascal: “instituição do Sacerdócio e da Sagrada Eucaristia”.

PAIXÃO E MORTE - Jesus é preso, morto e depois ressuscitou. No livro do profeta Isaías está escrito: “meu servo será bem sucedido”. “Jesus morreu. Por que a morte? Às vezes vivemos como se fôssemos eternos na matéria. O homem faz projeto de sucesso que, entretanto, murcha quando olhado apenas no presente. Deus se compadece de nós, através de Jesus, que, a seu lado, mostra-nos que as dificuldades acontecem porque saímos fora das coordenadas do infinito”, então Deus demonstra compaixão, a ponto de converter o insucesso em bem. Como a cruz que, de instrumento de morte, em Jesus passa a representar salvação. “Uma justiça misericordiosa do perdão que leva o homem, embora imerso na fragilidade que lhe é nata, ressurgir repleto da graça de Deus. Não somos deuses. Temos a força humana que nasce de Deus. Olhando para o crucificado, o ser humano não pensa só no presente, mas vai além, aceita Cristo, penitencia-se” por não realizar a contento a missão que Deus confia a cada um e tenta agir no sentido de melhorar a coletividade. Daí que “Jesus veio mostrar exatamente isso, que quanto mais damos vida é que recebemos mais vida; Jesus crucificado nos dá esperança e certeza de que andamos com os pés no chão e a cabeça em Deus”.

VIGÍLIA – Na Vigília Pascal, noite santa, somos convidados a meditar a respeito da missão que recebemos de Deus, de cuidar da vida do planeta. Mas devido a uma auto-suficiência observada na história, nem sempre ouvimos o que Deus nos propõe. É o que atesta, por exemplo, o profeta Ezequiel, inserido nas sete leituras do Antigo Testamento, proclamadas na ocasião e que compuseram uma espécie de apanhado geral da trajetória de superação dos antigos hebreus e dos judeus. O personagem bíblico ensina que Deus não age segundo “o que merecemos, mas faz com que nossas obras sejam repletas de mérito, apesar do pecado”. “Deus olhasse o pecado, nós estaríamos mortos”. A Vigília Pascal é forte inspiração em Santo Agostinho: “ó feliz culpa! (de Adão e Eva) Que nos trouxe o benefício de um tão grande Salvador!” “Jesus transformou a morte em vida, uma vitória que celebramos, na ressurreição”. É nesta celebração que há a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia Eucarística.

DOMINGO DE PÁSCOA – Páscoa, no Antigo Testamento, representa a passagem do povo hebreu pelo Mar Vermelho; para nós significa passagem das trevas para luz, da morte para a vida.

A VIDA VENCEU A MORTE ALELUIA!
ELE ESTÁ VIVO E ESTÁ NO MEIO DE NÓS!

Pastoral Litúrgica

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