Pular para o conteúdo principal

Zaqueu, um filho de Abraão acolhido por Jesus

Zaqueu Entrando em Jericó, Atravessando a cidade, Lá vai o grande profeta, Vai cumprindo a sua meta, Com grande sagacidade. Pressentiu que havia, ali, Um homem bem pequenino, Que tinha muita vontade De conhecer o Rabino, Que entrava na cidade. Quis então satisfazer A sua curiosidade. Faz parte do seu programa Buscar o que estava perdido. E, ao vê-lo, o Profeta o chama, Não importa o que tenha sido. - Mas, que é este que passa E para diante de mim, Pronunciando meu nome, Quer jantar comigo, enfim, Trazendo-me a salvação, Com um pecador Ele come?! As secretas intenções Não passam despercebidas, E o que vai nos corações É o que importa na vida; Não importa o que tenha sido A sua vida passada, "Eu vim buscar e salvar As ovelhinhas perdidas". -Vou dividir os meus bens, Vou dar, aos pobres, metade, E, se alguém eu defraudei, Com grande veleidade, Com certeza, restituirei Quatro vezes, em verdade. - És um filho de Abraão, Que hoje, o céu se compraza, Porque hoje a salvação Entrou dentro desta casa.

Trecho da obra: Encontros e desencontros de Maria Antonietta de Rezende

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Comentários

Anônimo disse…
A Fazenda da Estiva é uma fazenda muito especial para mim. Lá mora meu afilhado Alessandro, sua mulher, a Vera, o filho do casal, a Bruna. Todos vivem na casa que foi do Cici (Família Dias de Oliveira) casado com dona Alice (Família Naves ...), gente que mora em meu coração. Foi nesta casa que muitas noites pernoitei. Sobre esta fazenda, escreve Maria Antonietta de Rezende:

ESTIVA

Nas janelas, as guirlandas
De cravos, jacintos, amores-perfeitos
Enfeitam, perfumam o ar,
E lembram sonhos desfeitos.
Já tantos anos passados,
Como é doce recordar!
Da velha fazenda, os arcanos
Quero agora evocar.

Na varanda, minha tia
Tecia. Que interessante o tear!
A naveta, com maestria,
Desliza daqui, prá lá.
A cadência bem marcada,
A nós, crianças, sugeria
Alguma dança fantástica
Com címbalos e atabaque,
Que nos dizer parecia:
- D. Zirica, baque-que-baque ...

No salão, meu padrinho,
Que era exímio alfaiate,
Cortando o brim, a´lã, o linho:
- Raque-que-raque, raque-que-raque ...

E lá embaixo, o moinho
Moendo o fubá para o bolo
E os passarinhos.
E ao lado o velho monjolo
Pilando o arroz e a canjica
Bate-que-bate, toda manhã:
Chuaaá ... pã-pã...

No jardim, havia flores,
Na primavera e o ano inteiro.
Lilases, azaléias, rosas de muitas cores
Atraindo os beija-flores,
Fazendo a vida mais bela;
O jasmineiro-do-cabo,
Com seu perfume excitante,
E o manacá, na cancela
Recebendo os visitantes.

Na estrada, o carro de bois
Vem cantando uma elegia
E, junto dele, os dois -
Meu pai que era bom carreiro
E, na frente, com ufania,
Meu irmão, o candeeiro.

No curral, tirar o leite,
O balde cheio de espuma,
De meu tio era o deleite,
Com o calor, o frio, a bruma.

Na cozinha, a outra tia
Preparava a refeição,
Punha a alma nas panelas,
E o prato mais trivial,
Quando era feito por ela,
Ganhava um sabor de festa,
Um sabor especial,
Tal o capricho que punha
Em tudo quanto fazia.

E, ali mesmo, o fogareiro,
Histórias de assombração,
O braseiro, o lampião,
E a família reunida em oração.

Velha fazenda avoenga!
Como é doce recordar
O seu passado de glória,
Que já ficou na história
E jamais há de voltar!

A Fazenda ESTIVA pertence ao conglomerado - FAZENDA DAS ABELHAS, dos Naves/Rezende. Fazendas centenárias, pertenciam elas ao Distrito da Boa Vista. Lavras do Funil. Comarca do Rio das Mortes. Partes das terras deste conglomerado, em suas zonas mais limítrofes, ora pertencendo ao município de Luminárias, ora ao de Lavras e, hoje, ao de Carmo da Cachoeira, Minas Gerais. Mais ao sudeste, a Fazenda das Abelhas faz divisa com as terras do Município de Três Corações. Muitas crianças desta zona limítrofe estudam aqui, em Cachoeira. O governo do município de Três Corações tem parceria com o do de Carmo da Cachoeira no que diz respeito ao transporte escolar. Muitos pais desta região votam em Carmo da Cachoeira e elegeram este município para a formação de seus filhos.

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...

O jovem João de Tomás de Aquino Villela

Família Vilela deixa seus passos marcados O Dr. Jorge Fernando membro da tradicional Família Vilela de Carmo da Cachoeira é bisneto do ilustre educador e diretor do Colégio de Santo Tomás de Aquino no povoado. O referido colégio foi citado por Bernardo da Veiga, no Almanak Sul-Mineiro , 1884, pg. 190, época em que era Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, Mons. Antônio Joaquim da Fonseca. O texto cita o colégio e o quadro dos profissionais que o compõem. No século XIX , João de Aquino Villela, educador em uma Instituição de Ensino - Colégio de Santo Tomás de Aquino No século XX , seu bisneto, o heraldista Dr. Jorge Fernando Vilela cria um de nossos símbolos, o Brasão do Município de Carmo da Cachoeira, MG Aproveitando a oportunidade oferecida pela aproximação de pessoas da mesma família interferindo na dinâmica de ação e interação com a sociedade e o meio ambiente, vamos partilhar com os visitantes desta página, através de imagens, como era o centro da Freguesia n...

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “...
de Ribeiro de Figueiredo: Santuário ecológico em Carmo da Cachoeira - MG , fazenda Córrego das Pedras. Seus atuais proprietários e guardiães Aureliano chaves Corrêa de Figueiredo e seu filho Lúcio Chaves Corrêa de Figueiredo. Na fazenda uma capela,a e sob a proteção de Santa Terezinha. Vi o Evando realizando reportagem fotográfica no local. Conheço o local e as pessoas. São dignas e o local, com sua mata preservada são o maior tesouro existente em Cachoeira.

O antigo cruzeiro do Cemitério da Chamusca.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Antiga foto aérea da fazenda Caxambu, MG. Imagem anterior: Profª. Luna Dias no Cemitério da Chamusca.

Mais Lidas nos Últimos Dias

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...

O jovem João de Tomás de Aquino Villela

Família Vilela deixa seus passos marcados O Dr. Jorge Fernando membro da tradicional Família Vilela de Carmo da Cachoeira é bisneto do ilustre educador e diretor do Colégio de Santo Tomás de Aquino no povoado. O referido colégio foi citado por Bernardo da Veiga, no Almanak Sul-Mineiro , 1884, pg. 190, época em que era Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, Mons. Antônio Joaquim da Fonseca. O texto cita o colégio e o quadro dos profissionais que o compõem. No século XIX , João de Aquino Villela, educador em uma Instituição de Ensino - Colégio de Santo Tomás de Aquino No século XX , seu bisneto, o heraldista Dr. Jorge Fernando Vilela cria um de nossos símbolos, o Brasão do Município de Carmo da Cachoeira, MG Aproveitando a oportunidade oferecida pela aproximação de pessoas da mesma família interferindo na dinâmica de ação e interação com a sociedade e o meio ambiente, vamos partilhar com os visitantes desta página, através de imagens, como era o centro da Freguesia n...

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “...