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Sou Brasileiro, um poema cachoeirense.

Sou brasileiro com orgulho e satisfação
Cumpro com meus deveres como todo o cidadão

Pago impostos almejando futuro brilhante
Para o povo quero saúde, estradas e boa educação


Mas, os caras lá de Brasília, timoneiros que são
Levam minhas esperanças em rumos errantes

Mudemos os timoneiros ou mudemos de país?
Por amor à Pátria, chegou a hora, mudemos os homens do leme.

Poema de autoria de Carlos Alberto Caldeira - Carmo da Cachoeira - Minas Gerais.

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Texto anterior: Homenagem ao dia das Mães.

Comentários

rui nogueira disse…
CHEGA DE HUMILHAÇÃO!

Verso popular do Nordeste:
Meu senhor, uma esmola
Para um homem que é são,
Ou o mata de vergonha,
Ou vicia o cidadão.

É muito comum, principalmente entre os políticos, a situação de oferecer valores, bônus, cestas básicas ao segmento carente da população.
Acham-se "escolhidos", acima dos outros, para dirigir, dominar e manobrá-los em variados caminhos de seu interesse.
Na carência, é difícil não ficar a pedir as coisas. O choro de uma criança. sem alimento. elimina qualquer orgulho.
Com a comida os animais são domados, a execução de ordens tem o prêmio de uma guloseima.
Pela comida é possível dominar-se até nações inteiras.
A dignidade, o posicionamento do ser humano numa postura respeitosa, somente aflora quando a sua necessidade básica de alimentação está atendida.
Não há porque receber cestas básicas, tíquetes de alimentos. Tudo isto indica que o seu trabalho não está sendo valorizado, está aquém de atender o mínimo para uma vida sem percalços e, assim, está recebendo modestos "prêmios" pela sua domesticação.
A bondade em distribuir migalhas, com toda a pose de uma pessoa "escolhida", bem sucedida na vida, apresentando disposição para a prática do bem porque se preocupa com os outros, por certo não é a virtude que respeita as pessoas, que não as humilha e que estimula um verdadeiro amor social, em que todos têm o direito e a oportunidade de ter condições dignas de vida.
Os meios de divulgação preconizam o trabalho com entusiasmo, descrevem mil facetas para transformá-lo em uma atividade agradável, sempre afirmando, ao final, que há um aumento da produtividade.
É uma visão econômica do trabalho.
Está, cada vez mais, afastada a visão humanística do trabalho.
É verdade que, ao menos ostensivamente, não há a exploração da força muscular em regime de escravatura, como nas épocas coloniais.
Hoje, criam escravos sorridentes porque o trabalho é um "custo", um gasto da empresa no item empregados.
Todo ser humano deveria ter o seu trabalho como um meio para comprar seus alimentos, viver, criar seus filhos, crescer como criatura humana e com a remuneração melhor possível.
Mas, as grandes corporações e o sistema financeiro objetivam, apenas, obter muito lucro, com pouca gente e com a menor remuneração possível, inclusive apelando para artifícios como oferecer prêmios, cestas de mantimentos ou vales para ajudar na locomoção.
A absurda visão econômica do trabalho ...
Desempregam milhares porque têm de manter um desempenho econômico e uma "produtividade" e, no Natal, bondosamente patrocinam a distribuição de presentes e cestas.
Trabalho como vida.
Trabalho estável.
Trabalho que ajuda o crescimento da comunidade.
Trabalho com gosto, com relacionamento humano, personalizado, com comércio, produção e serviços prestados por pessoas definidas que você pode olhar nos olhos.
Nisto, o fundamental é valorizar a empresa que está a seu lado - o negócio é ser pequeno -, não ligado ou atrelado à grandes redes, em que os representantes são apenas empregados engravatados de um dominador distante.
Valorize sempre a produção local porque, assim, o trabalho na sua comunidade vai dinamizá la e transformá-la num lugar bom para todos viverem, neste século XXI.

A VISÃO ECONÔMICA DO TRABALHO:
SÓ PRODUÇÃO DE RESULTADOS.

A VISÃO HUMANISTA DO TRABALHO:
A VIDA DE UMA VIDA DIGNA.

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