Pular para o conteúdo principal

Saber-Ser

"Não sois escolhidos. Sois iguais".

O mundo não pode ser dividido entre "escolhidos" e "criaturas sem alma".
Os que se colocam como "escolhidos", por motivos religiosos, sociais ou econômicos, julgam que não precisam ter nenhum sentimento, nem respeito pelas "criaturas", as outras que não estão no seu rebanho de "escolhidos". Julgam que elas não têm alma, não têm capacidade, não são da sua sociedade ou não estão incluídas no "mercado", por isso podem ser menosprezadas, desprezadas e até escravizadas.

Saber-ser é reconhecer a equidade de todos os seres humanos.

O brasileiro, da Nação do Sol, com sua raça cósmica, sem discriminações, não é um "escolhido", mas pode ser o exemplo do convívio multi racial.
Com seu espírito místico, há no brasileiro todas as condições para mostrar à humanidade o conviver em simbiose - em que cada um contribui para que o todo seja melhor do que cada uma das partes -, mostrar a vida em conjunção - respeitando a natureza e transformando o mundo num lugar bom para todos viverem - e a equidade - em que há a certeza de que a minha vida crescerá em todas as suas potencialidades e a vida dos outros terá a sua potencialidade respeitada.

Saber-se é não se sentir "escolhido", com o direito único de usufruir da natureza, do mundo e de suas benesses.
Saber-se é o verdadeiro viver humanístico, que pode haver em toda a alma humana.

Contatos com o autor pelos endereços eletrônicos:
rui.sol@bol.com.br
rui.sol@ambr.com.br

Comentários

Anônimo disse…
JOVENS

Os jovens, ante as condições de vida apresentadas nos dias atuais, merecem um preito de admiração, por conseguirem construir uma personalidade de valor mesmo com muita adversidade e sem exemplos.
Observe-os no ambiente das maiores às menores favelas, dos bairros mais esquecidos, submetidos à gigantescos contrastes de informações, modo e expectativas de vida.
Sofrem um assédio permanente, dos meios de comunicação, que os deslumbram com muitas cenas de conforto e luxo - artistas em banhos de espuma, belas casas, lindas mesas postas para refeições, carros, viagens, lugares lindos. Seus olhos pousam na realidade, ao seu alcance. Uma casa malfeita, pequeníssima, em que é difícil toma um banho, ir ao banheiro é um extremo desconforto e as refeições são feitas com um prato na mão, sentado na ponta de uma cama, num banquinho ou na soleira da porta, pois falta espaço para uma linda e enfeitada mesa, sem falar na promiscuidade, pois num diminuto quarto dormem crianças e adultos.
Jovem, receba o aplauso e a admiração por sua luta na busca de um caminho digno!
No seu ambiente a quem admirar?
Como valorizar o pai, humilde operário, que sai na madrugada, volta à noite cansado e tem dificuldades para prover a sua casa até de alimentos?
Entretanto, proliferam exemplos de coragem, a mais admirada das virtudes, pois não deixa de ser coragem um jovem arriscar a vida nos tiroteios das guerras do tráfico. Coragem é vencer o medo, qualquer que seja a situação e a motivação.
Para ele toda propaganda veiculada destaca o sucesso, o aparecer nos meios de comunicação, apontados sempre como exemplo de vencer na vida.
E o jovem tem um pai que é a antítese do sucesso na vida, pelos padrões dominantes. Vê os mais velhos "barbarizando", aparecendo nos meios de comunicação, enquanto não são colhidos pelas malhas da lei ou pela morte. Desfilam como bem sucedidos com carro, mulheres e dinheiro, tudo salpicado por manifestações de coragem no enfrentamento das adversidades e dos policiais.
Agrava o contraditório na mente jovem o fato de que, de uma maneira geral, os policiais não aparecem nos noticiários como corajosos, mas com a imagem de violentos, arbitrários e de exemplos que não devem ser seguidos. A quem interessa a veiculação de notícias dessa forma? Até nas revoltas de presidiários a atuação policial é inferiorizada e passam a sensação geral de que os revoltosos são quase heróis, vítimas da sociedade, quando todos estão cumprindo punições por graves delitos.
E podemos perguntar: Qual a grande fonte de empregos nestas regiões?
Há uma incrível população que consegue edificar nos mais íngremes morros, fora de todos os regulamentos e modelos urbanísticos.
Nestes ambientes os jovens estão, permanentemente, numa luta ferocíssima, mentes cheias de expectativas e realidade de poucas perspectivas. A ida ao baile pode acabar em refrega. Por todo o lado há intimidações.
Como ter o jovem conscientizado de que as suas dificuldades de vida são orquestradas por uma minoria que controla o sistema financeiro do mundo?
A falsa solução imediata é viver a agressividade em que cada um arranca o seu dinheiro da maneira que puder.
Já pensaram no drama dos pais, mais vezes da mãe que cria sozinha este filho, para educá-lo?
Se o direcionar para ser gentil, atencioso, educado, será agredido, usado, transformado em joguete nas mãos dos outros. Se o fizer atrevido, agressivo, combativo, por certo estará entre os destaques da marginália.
a escola tem acesso difícil e não ensina ao jovem o que ele carece para enfrentar este seu mundo. A igreja não catequiza e os partidos políticos não politizam, dominados, apenas, pelas freses de efeito e a conquista de cargos, em usufruto próprio dos seus membros.
O jovem navega, no seu início de vida, num turbilhão de ondas em que fica difícil uma rota humanística.
O que realmente atua é um sistema de comunicações jogando padrões de consumo inatingíveis, iludindo-o pela colocação em pedestais de sucesso artistas, modelos, atletas raros e exceções artificiais, dificultando, assim, que o jovem estruture uma personalidade voltada para a formação humanística.
Alerta, jovem! Há que saber entender o mundo. Pequeno e grande são apenas escalas diferentes da mesma coisa.
Na favela, há a população explorada sem oportunidades de trabalho e muito desvalorizada.
No mundo, temos os países explorados e, em todos, há uma minoria exploradora.
Como poderemos mudar isto?
A tarefa da nova geração de jovens brasileiros não é pequena - é a de tomar este País em suas mãos e fazer dele a nação justa e próspera que tem condições de ser.
Somente uma hiper-revolução pessoal, com a consciência do que tem acontecido no mundo, poderá servir de ponto de partida para irradiar, para a comunidade, as idéias que criarão uma pressão social suficiente para fazer do mundo um lugar bom de se viver, neste século XXI.

CORAGEM É VENCER O MEDO, QUALQUER QUE SEJA A SITUAÇÃO E A MOTIVAÇÃO.

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Ainda garoto, o Pe. Manoel F. Maciel ao colo do pai.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas. Imagem anterior: Os Maciéis, uma família Brugre com muito orgulho.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Mapa com as fazendas limítrofes. Imagem anterior: A antiga escola particular de Carmo da Cachoeira.

Distritos, fazendas, ermidas e patrimônios.

P ara este trabalho , só um olhar singelo sobre cada fazenda e uma busca para encontrar o ponto de religiosidade existente em cada uma. Pensou-se um pouco em sua história e a reconstruímos com imagens através de fotos e ilustrações. O primeiro documento estudado em relação a limites foi a Carta Patente de Criação da Companhia de Ordenanças de 1811 . D iferentes critérios foram utilizados para agrupar as nossas fazendas. Aqui citamos alguns destes trabalhos: Professor Wanderley F. Resende , Carta Patente de 1811 , relatório do juiz de paz Raphael dos Reis e Silva de 1842 ; Lei de Criação da Paróquia ( freguesia ) de 1857 ; Limites do Patrimônio da Paróquia de 1893 ; Álbum da Varginha , de 1917 e de 1918 ; Registro no tabelião de Varginha de 1922 ; além das citações encontradas em documentos e livros dispersos. I - As citadas pelo Prof. Wanderley são: - fazenda do Retiro ( fazenda Retiro ) ; - fazenda do Rancho ( fazenda Rancho ) ; e - sítio Cachoeira ( da Cachoeira ) . II - C...

O caso do escravo Lério sepultado no adro da Capela de São Bento do Campo Belo.

J osé Ferreira Godinho , negociante, morador no Rancho da Boa Vista , em 19 de julho de 1862, foi um dos peritos, junto com João Villela Fialho, morador na fazenda dos Pinheiros , foram os peritos nomeados no " Caso do escravo Lério ", sepultado no adro da Capella de São Bento do Campo Bello. O sacristão da referida capela era José Ignácio de Souza. O procurador dela, o tenente Francisco Ignácio de Souza. O documento, cuja inicial deu-se na fazenda Retiro em 20 de julho de 1862, registra alguns nomes e localizações, que podem auxiliar os estudiosos da região. Mostra que foram testemunhas no enterro do escravo Lério, Ignácio Lopes Guimarães, Antônio Gomes Martins e Antônio Lopes Guimarães. Assina o documento Aureliano José Mendes. Em outro momento e relacionado ao mesmo caso outras testemunhas são ouvidas: Jozé Boenno; Joaquim Thomaz; Mogango; Maria Albina mulher de Luís Francisco Motique; Pedro Bernardes da Costa; " Guerino Ferreira de Oliveira, 55 anos, natural e morad...

Mais Lidas nos Últimos Dias

Ainda garoto, o Pe. Manoel F. Maciel ao colo do pai.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas. Imagem anterior: Os Maciéis, uma família Brugre com muito orgulho.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Mapa com as fazendas limítrofes. Imagem anterior: A antiga escola particular de Carmo da Cachoeira.