Temos sido testemunhas de uma transformação cultural ao longo dos séculos. Mesmo diante das dificuldades recentes, vejo um espírito de esperança e otimismo emergindo, como brotos novos na primavera, rumo a um futuro cheio de promessas. Lembramos que nossa herança cultural, que sempre foi um espelho da alma humana, parece agora ser ofuscada pela velocidade vertiginosa das mudanças que vivemos. Estamos numa era em que a informação e a tecnologia, frequentemente desprovidas da essência e do vínculo com nossas raízes, estão a moldar um novo rosto para o nosso mundo. As antenas de comunicação, que se espalham por cidades e campos, são símbolos desta mudança. Notamos uma inclinação a se afastar do amor pelas nossas origens, esquecendo-se de que somos todos parte deste “pedacinho de chão”, que deu forma e sentido às nossas vidas. No entanto, graças a Deus, ainda há aqueles entre nós que mantêm aceso o amor e a devoção por este lugar, espalhando luz, amor e os valores essenciais que enobrecem ...
Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai...