Pular para o conteúdo principal

Dia de São Pedro de Rates em Carmo da Cachoeira MG

 



Na serena noite chuvosa de 26 de abril de 2023, nossos irmãos e irmãs paroquianos da Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, reuniram-se em amor e fé para celebrar São Pedro de Rates, padroeiro de uma de suas comunidades paroquiais.

As festividades incluíram a celebração da Santa Missa, seguida de uma procissão luminosa, que iluminou a noite com esperança e devoção. O ato religioso foi conduzido com humildade pelo estimado Padre Bruno dos Santos Moreira, Vigário Paroquial da Igreja Sagrada Família, em Três Corações, Diocese da Campanha. Padre Bruno também desempenha um papel importante como assessor diocesano da Pastoral Vocacional no Seminário Nossa Senhora das Dores, na cidade de Campanha, Minas Gerais.

A procissão luminosa seguiu um trajeto sagrado ao redor da Praça da Igreja Nossa Senhora do Carmo, unindo corações e almas em oração.

São Pedro de Rates, o Santo Mártir

São Pedro de Rates, também lembrado como São Pedro de Braga, é tido como o primeiro bispo de Braga, em Portugal, e um dos pioneiros mártires cristãos da Península Ibérica. Convertido ao cristianismo por intermédio de São Tiago, dedicou sua vida a cuidar do rebanho de fiéis, tornando-se, por fim, um mártir.

São Pedro de Rates assemelha-se ao Bom Pastor, aquele que dá a vida por suas ovelhas e as conhece. Mesmo sendo pagão, soube ouvir a voz do Bom Pastor e, pelo nome de Jesus Cristo de Nazaré, tornou-se mártir:

Bendito seja, em nome do Senhor, 

aquele que em seus átrios vai entrando! 

Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! 

Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores! 

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! 

“Eterna é a sua misericórdia!” 

Salmo Responsorial 117 (118), 26-28-29



À semelhança de Jesus Cristo, São Pedro de Rates, após sua conversão por intermédio de São Tiago, entregou sua vida às ovelhas que deveria cuidar. Sustentado pelo Bom Pastor – Jesus Cristo, nunca desistiu de buscar as ovelhas perdidas. Ao converter a filha de um homem poderoso, foi martirizado. Em seu apostolado, como verdadeiro servo de seu rebanho, lutou sempre pela liberdade, justiça e respeito. Seguindo o exemplo de Jesus Cristo, nosso padroeiro serviu ao rebanho, imitando-O e encorajando as ovelhas a abrir seus corações ao dom do Espírito Santo.

Nas celebrações deste dia dedicado a São Pedro de Rates, rezamos pelos pastores ao redor do mundo que não desanimaram diante da crise e das dificuldades evidenciadas durante a pandemia a que estamos sujeitos.

Rogamos ao Senhor

Gratidão aos Sacerdotes Paroquiais

Gostaríamos de expressar nossa gratidão ao Pe. Ivan de Souza Carvalho, administrador paroquial, e ao Pe. Paulo Sérgio Fernandes, vigário paroquial, que generosamente apoiaram, divulgaram e participaram dos atos preparatórios das Comemorações de São Pedro de Rates.

A dedicação e o compromisso desses sacerdotes em servir aos fiéis paroquianos desta cidade são exemplos da misericórdia e do amor de Cristo. Eles caminham lado a lado com suas comunidades, demonstrando em suas ações o espírito de serviço e a importância da proximidade.

Que Deus os abençoe em seu ministério e os fortaleça em sua missão pastoral. Rezamos para que continuem sendo instrumentos da graça e da paz em suas paróquias e para todos aqueles a quem servem. São Pedro de Rates, rogai por nós e por nossos pastores, para que juntos possamos caminhar na luz do Evangelho, construindo um mundo mais justo e fraterno.

Louvor à Equipe Litúrgica e Músicos

Em sintonia com o espírito humilde e acolhedor do Santo Padre Francisco, também gostaríamos de prestar homenagem à equipe litúrgica, ao grupo de música e a todos os envolvidos na organização e realização das Comemorações de São Pedro de Rates.

A dedicação e o talento dessas pessoas abençoadas foram fundamentais para que a celebração ocorresse de maneira harmoniosa, inspiradora e emocionante. O empenho de todos, desde a preparação até a realização do evento, é uma expressão concreta do amor a Deus e à comunidade.

A equipe litúrgica e o grupo de música proporcionaram momentos de reflexão, oração e conexão com o divino, elevando os corações dos fiéis e enchendo-os de alegria e esperança. Sua colaboração e comprometimento são sinais visíveis da presença de Deus em nosso meio e da beleza de trabalhar juntos em prol do bem comum.

Reconhecimento aos Colaboradores do Evento

Que Deus abençoe cada um de vocês, iluminando e fortalecendo seus caminhos, para que continuem a servir com amor e generosidade, levando a palavra e a mensagem do Evangelho a todos os cantos.

São Pedro de Rates, rogai por nós e por todos aqueles que, com seu esforço e dedicação, tornam nossas celebrações momentos de encontro com o amor de Deus e de fraternidade entre irmãos e irmãs.

Fotos da Santa Missa e Procissão Luminosa - Evando Pazini

































































Comentários

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...

O jovem João de Tomás de Aquino Villela

Família Vilela deixa seus passos marcados O Dr. Jorge Fernando membro da tradicional Família Vilela de Carmo da Cachoeira é bisneto do ilustre educador e diretor do Colégio de Santo Tomás de Aquino no povoado. O referido colégio foi citado por Bernardo da Veiga, no Almanak Sul-Mineiro , 1884, pg. 190, época em que era Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, Mons. Antônio Joaquim da Fonseca. O texto cita o colégio e o quadro dos profissionais que o compõem. No século XIX , João de Aquino Villela, educador em uma Instituição de Ensino - Colégio de Santo Tomás de Aquino No século XX , seu bisneto, o heraldista Dr. Jorge Fernando Vilela cria um de nossos símbolos, o Brasão do Município de Carmo da Cachoeira, MG Aproveitando a oportunidade oferecida pela aproximação de pessoas da mesma família interferindo na dinâmica de ação e interação com a sociedade e o meio ambiente, vamos partilhar com os visitantes desta página, através de imagens, como era o centro da Freguesia n...

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “...
de Ribeiro de Figueiredo: Santuário ecológico em Carmo da Cachoeira - MG , fazenda Córrego das Pedras. Seus atuais proprietários e guardiães Aureliano chaves Corrêa de Figueiredo e seu filho Lúcio Chaves Corrêa de Figueiredo. Na fazenda uma capela,a e sob a proteção de Santa Terezinha. Vi o Evando realizando reportagem fotográfica no local. Conheço o local e as pessoas. São dignas e o local, com sua mata preservada são o maior tesouro existente em Cachoeira.

O antigo cruzeiro do Cemitério da Chamusca.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Antiga foto aérea da fazenda Caxambu, MG. Imagem anterior: Profª. Luna Dias no Cemitério da Chamusca.

Mais Lidas nos Últimos Dias

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...

O jovem João de Tomás de Aquino Villela

Família Vilela deixa seus passos marcados O Dr. Jorge Fernando membro da tradicional Família Vilela de Carmo da Cachoeira é bisneto do ilustre educador e diretor do Colégio de Santo Tomás de Aquino no povoado. O referido colégio foi citado por Bernardo da Veiga, no Almanak Sul-Mineiro , 1884, pg. 190, época em que era Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, Mons. Antônio Joaquim da Fonseca. O texto cita o colégio e o quadro dos profissionais que o compõem. No século XIX , João de Aquino Villela, educador em uma Instituição de Ensino - Colégio de Santo Tomás de Aquino No século XX , seu bisneto, o heraldista Dr. Jorge Fernando Vilela cria um de nossos símbolos, o Brasão do Município de Carmo da Cachoeira, MG Aproveitando a oportunidade oferecida pela aproximação de pessoas da mesma família interferindo na dinâmica de ação e interação com a sociedade e o meio ambiente, vamos partilhar com os visitantes desta página, através de imagens, como era o centro da Freguesia n...

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “...