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O ensino na Comarca do Rio das Mortes

Escolas no Sul de Minas nos tempos do Império - século XIX

Segundo o Professor Wanderley F. Resende e de acordo com os poucos documentos disponibilizados à época em que nos deixou seu legado, não se tinha dados sobre quando foram instaladas as primeiras escolas em Carmo da Cachoeira. Já o Dr. Antonio Maciel, cartorário na cidade, no período entre 1º.8.1946 a 17.8.1976 tentava traçar comparar o que acontecia em sua terra natal, Baependi e Carmo da Cachoeira, onde se casou e constituiu família. Dizia ele: 

Não dá para comparar Carmo da Cachoeira com a cidade onde eu nasci, devido ser Baependi uma cidade onde sempre se teve no maior apreço às coisas da instrução. Desde os mais antigos tempos procuraram os baependianos, dentro ou fora do município, buscar conhecimentos e novos aprendizados intelectuais.

Em Baependi no ano de 1813 foi criada a aula de latim. Em 1925, na Revista do Arquivo Público Mineiro, aparecia a instrução contemplada em Baependi com uma aula primária sustentada pela Província com 42 alunos, e mais duas outras da mesma natureza, com 20 alunos, mantidas por contribuições particulares.

Na Comarca do Rio das Mortes existiam:

  • 8 aulas públicas primárias e 48 particulares;
  • 3 públicas e 2 particulares de latim;
  • 1 de filosofia particular, na Campanha, com 7 alunos;
  • 414 alunos os que frequentavam cursos primários públicos, e
  • 823 o número de alunos em escolas particulares.

Conforme José Pedro Xavier da Veiga, em Ephemerides Mineiras, em 1827 a instrução pública, em Minas contava do seguinte:

  • 1 cadeira de anatomia, com dotação de 200$000 e frequência de 3 alunos;
  • 1 cadeira de desenho, com 6 alunos, com dotação de 200$000;
  • 1 cadeira de retórica “vaga”, com dotação de 440$000,
  • 1 cadeira de lógica, com dotação de 460.000 e cinco alunos;
  • 17 de latim, com dotação de 400$000 e 233 alunos; e
  • finalmente, apenas 33 de primeiras letras, com 1.107 alunos.
Em março de 1828, o Conselheiro Bernardo Pereira de Vasconcelos sancionava a lei, na tentativa de organizar o ensino primário para ambos os sexos em Minas Gerais. À época o território de Carmo da Boa Vista era ligado a Lavras do Funil e a vida dinâmica acontecia nas fazendas.

Em 1877, o ensino público passa a ser dividido em Elementar Primário, Superior Primário e Secundário.


Em 1873 surgem as Casas de Instrução que, com o passar dos tempos, foram transformadas em “Escolas Municipais”.  A instrução somente tomou impulso depois de 1889, após a completa instauração do regime republicano no país, que veio proporcionar através de meios apropriados, o seu desenvolvimento e a sua expansão.

Escolas no Sul de Minas nos tempos da República - século XIX / XX

Casa da Professora Maria Amélia Fonseca

A Profª Maria Amélia Fonseca era irmã do Cônego Antonio Joaquim Fonseca que foi Vigário Paroquial em Carmo da Cachoeira, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, entre os anos de 1884 a 1900. Bernardo da Veiga escreve sobre o vigário no Almanak Sul-Mineiro, 1884, p. 90:

Sob a distinta direção do inteligente Revmo. Vigário Antonio Joaquim da Fonseca, funciona um colégio, que conta cerca de 30 alunos, e no qual são ensinados todos os preparatórios exigidos para a matrícula nos cursos superiores. O aludido centro de formação recebeu o nome de Colégio de Santo Tomás de Aquino e tinha em seu quadro os professores, Manoel Malaquias de Lana, também vice-diretor, e João Thomás de Aquino Vilela.

A casa da Profª Maria Amélia que funcionou como escola ficava na esquina da Rua Presidente Antônio Carlos com a Rua Antônio Justiniano dos Reis, em frente a Escola Pedro Mestre, e em relatório assinado por Antônio Batista de Sant’Ana, em 28 de fevereiro de 1957, haveria ensino particular.

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