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Carmo da Cachoeira — uma mistura de raças

Mulatos, negros africanos e criolos em finais do século XVII e meados do século XVIII


Os idos anos de 1995 e o posterior 2008 nos presenteou com duas obras, resultadas de pesquisas históricas de autoria de Tarcísio José Martins:
  • Quilombo do Campo Grande, a história de Minas, roubada do povo
  • Quilombo do Campo Grande, a história de Minas que se devolve ao povo

Na duas obras, vimo-nos inseridos como “Quilombo do Gondu com 80 casas”, e somos informados de que “não consta do mapa do capitão Antônio Francisco França a indicação (roteiro) de que este quilombo de Carmo da Cachoeira tenha sido atacado em 1760”. A localização do referido quilombo, ou seja, à latitude 21° 27’ Sul e longitude 45° 23’ 25” Oeste era um espaço periférico. Diz o prof. Wanderley Ferreira de Rezende:
“Sabemos que as terras localizadas mais ou menos a noroeste do DESERTO DOURADO e onde se encontra situado o município de Carmo da Cachoeira eram conhecidas pelo nome de DESERTO DESNUDO”.
No entanto, antecipando essa determinação, já localizamos sesmarias sendo conhecidas na freguesia de Carrancas, a que nossas terras eram ligadas. São elas:
É na obra “Anuário Eclesiástico da Diocese de Campanha para 1959”, de autoria do Monsenhor Lefort, que se apresenta a informação de que em 1752 houve uma doação de extensa porção territorial ao padre Bento Ferreira Vila Nova, chamada DESERTO DOURADO, que compreendia três léguas entre o córrego Palmital e o rio do Peixe, onde foi construída uma capela dedicada à São Bento Abade. Era a partir dali que Pe. Bento deveria abrir um caminho com destino à Campanha, “longe de alagados e alagadiços”.

No DESERTO DESNUDO, junto ao ribeirão do Carmo, fixa residência a família de Manoel Antonio Rates e Maria da Costa Moraes.

Consta do inventário de 1785 do Capitão Domingos Reis e Silva que teve como inventariante Andressa Dias de Carvalho o seguinte, ao referir-se aos bens do casal:
“Declarou ele inventariante haver outra fazenda composta de vários campos de matas virgens e capoeiras e sem casas de vivenda sita na Freguesia de Santa Ana de Lavras do Funil que parte de uma banda com a fazenda do Alferes José Joaquim Gomes Branquinho e de outra com Manoel Gonçalves Chaves, com a viúva e herdeiros de Simão da Silva Teixeira e com Antônio Furtado e de outra com Manoel Antonio Rattes e Manoel Ferreira Guimarães que foi vista e avaliada pelos ditos avaliadores na quantia de um conto e duzentos réis… 1:200$000”.
A família Rates já se encontrava em terras brasileiras:
  • Manoel Antonio Rates, aqui no sertão do Rio da Mortes ou também chamado Campo Grande, cuja comarca era em São João del Rey;
  • Pedro de Rates Henequim, um português filho de holandeses que estava em terras indeterminadas, mas que morreu em Lisboa, em 26 de janeiro de 1744; e
  • Manoel Rodrigues Rates e Antonio André Rates que em 1745 trabalhavam como artesãos em acabamento na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição do Mato Dentro.
Fazendo uma revisão em nossa história a partir das obras do ilustre pesquisador Tarcísio José Martins, ousamos perguntar:

(nascido +- 1735)

Qual seu perfil ideológico?
Para que vivia ou para quem vivia?
A quem servia?
Seria um colaborador? De quem?
O que impulsionava este personagem?
Poder, ambição ou um ideal nobre ou vil?

Comentários

Anônimo disse…
Blog que se utiliza de termos e expressões extremamente preconceituosos ao se referir aos povos indígenas! Indígenas ou povos originários e não, "índios"! Povos que foram, covardemente atacados pelos colonizadores.

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